Como identificar um executivo que tenha fit no modelo de negócio da empresa?

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Um dos principais motivos do insucesso na contratação e no engajamento de executivos está relacionado à falta de preocupação com o fit organizacional desses profissionais em relação ao modelo de negócio adotado.

É comum as empresas investirem muito tempo no processo de recrutamento para um cargo estratégico sem verificarem os aspectos culturais e comportamentais do colaborador selecionado. Isso pode acarretar uma contratação malsucedida e, como consequência, outras situações prejudiciais aos objetivos da companhia.

Antes de contratar alguém — ou investir no desenvolvimento de um talento interno —, é muito importante fazer esse alinhamento entre o jeito de ser e de fazer da empresa (ou seja: sua cultura) e as características próprias do executivo.

Quer descobrir como isso é possível? Continue lendo este artigo!

As transformações no mundo dos negócios

O mundo dos negócios passou por diversas transformações nos últimos anos, ao passo que os avanços tecnológicos são os responsáveis pela rapidez com que isso aconteceu. Entre inúmeras influências, a tecnologia está facilitando e promovendo a entrada de muitos concorrentes para diversas companhias, independentemente do mercado em que atuam.

Isso quer dizer que, se sua empresa tinha um número X de concorrentes há alguns anos, por exemplo, é bem possível que hoje tal quantidade tenha aumentado. Isso acontece porque muitos negócios vêm surgindo em mercados novos, com o auxílio dos avanços tecnológicos.

Em outras palavras, as empresas tradicionais estão enfrentando bastante concorrência. Os bancos tradicionais ganharam, nos últimos anos, inúmeros competidores — as chamadas fintechs, que entraram no setor financeiro.

Por conta disso, uma das medidas que as empresas adotaram nos últimos três ou quatro anos foi enxugar a equipe em grande escala. Tal iniciativa provocou uma mudança enorme dentro das organizações.

Além disso, outras mudanças impactaram o mercado, como fusões, aquisições e processos de recuperação judicial. Esse conjunto de transformações continua influenciando as formas como as companhias contratam e os profissionais lidam com suas próprias carreiras.

Identificando executivos com baixo fit organizacional

Em linhas gerais, os executivos que não aderem ao modelo de negócio (ou à cultura) da empresa não sustentam suas posições atuais. Esses profissionais não se encontram preparados para entregar aquilo de que a organização necessita.

Há também os executivos que não estão felizes com a função exercida na empresa. Tais fatores complicam bastante todo esse processo de engajamento das pessoas dentro das organizações.

Existem taxas de engajamento muito baixas se comparadas com os resultados de cinco anos atrás, quando vivíamos a era do pleno emprego. O estudo Tendências Mundiais para o Capital Humano, realizado pela Deloitte, por exemplo, indicou que apenas 13% dos colaboradores estão realmente engajados nos locais em que trabalham.

Hoje, como encontram muita dificuldade em trocar de emprego, as pessoas acabam se acomodando. As empresas, por outro lado, não sabem que esses profissionais não sustentam suas posições e os mantêm contratados.

O auxílio do assessment na busca por executivos

Basicamente, o assessment é uma ferramenta de diagnóstico que avalia os principais problemas e as capacidades de uma organização. Ele visa identificar os caminhos e resultados que uma empresa pode alcançar a médio e longo prazos — em relação a pontos como expansão, faturamento, lucratividade etc.

Com base nesse planejamento, é elaborado um modelo de competências para a companhia, com as habilidades que ela precisa incorporar internamente para alcançar seus objetivos dentro do prazo estipulado. Esse modelo de competências será o guia para avaliar os executivos. É possível investigar:

  • executivos que são recursos-chave, ou seja, aqueles que têm performances acima da média e potencial para crescer na empresa;
  • profissionais que performam muito bem, mas não apresentam potencial — ou aqueles que não atingem um bom desempenho, mas têm algum potencial;
  • executivos que não demonstram ter potencial nem conseguem sustentar suas posições atuais.

Por meio do assessment, é feita uma análise que mostra se existe fit entre o executivo (ou um grupo inteiro de profissionais) e a cultura da empresa. Esse trabalho, para que seja efetivo, deve ocorrer a cada dois anos, levando em conta as mudanças constantes em todo o mundo.

Desenvolvendo as competências dos profissionais

Quando participa do processo de assessment, o executivo recebe um feedback junto a um relatório com resultados qualitativos e quantitativos, além de um plano de desenvolvimento individual. Esses materiais auxiliam de forma direta e significativa sua carreira.

Geralmente, o profissional leva de um a dois anos para colocar o plano de desenvolvimento em prática. Então, o processo se torna mais acelerado com o assessment.

Engajando um executivo em relação ao modelo de negócio da empresa

Antes de tudo, é necessário verificar o passado do profissional em relação às competências esperadas pela empresa. Ou seja: é preciso saber o histórico de entregas dessas competências.

Por meio de uma entrevista estruturada, você identifica o quanto o colaborador pode entregar aquelas competências no futuro e qual é o seu potencial no cargo que ocupa no momento, dentro do que é esperado.

A investigação consiste em conferir se a pessoa atinge um desempenho acima da expectativa e tem condições de aumentar ou melhorar as entregas. Caso as respostas a essas perguntas sejam positivas, ela pode assumir mais e maiores desafios na empresa. Dessa forma, é possível investigar se há potencial de crescimento.

Identificando o perfil desejado

Detectar as características de um profissional que serão valorizadas e observadas por meio do assessment depende do perfil de competências que a empresa definiu.

Porém, de modo geral, o perfil mais valorizado hoje em dia é o de pessoas que asseguram resultados, mas sempre se planejam para o futuro, ou seja, não pensam somente em curto prazo. São desejáveis também aqueles colaboradores conectados, criativos, inovadores e capazes de influenciar outras pessoas.

Os impactos do fit organizacional nos resultados do negócio

Se você investe nas pessoas, elas recebem planos de desenvolvimento e começam a trabalhá-los, colocando-os em prática. Então, tais profissionais passam a ter qualificações que não tinham antes e a entregar mais resultados à organização. O impacto é de curto prazo, sendo possível percebê-lo em dois ou três meses, geralmente.

Cada vez mais as empresas estão percebendo que, para os executivos exercerem uma liderança transformadora, é crucial que sejam capazes de se engajar com os objetivos e a cultura corporativa interna. Um profissional com fit organizacional está apto a impulsionar o trabalho em equipe e a colaboração dentro da companhia — o que fomenta o desenvolvimento do negócio.

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